quinta-feira, 19 de abril de 2018

PAZ INTERNA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5778

BS"D
O E-mail desta semana foi carinhosamente oferecido pela Família Lerner em Leilui Nishmat de: 

Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail 
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VÍDEO DAS PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ

PAZ INTERNA - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5778 (20 de abril de 2018)

Yossi era um judeu sobrevivente dos Campos de Concentração. No final da guerra, ele decidiu ir aos Estados Unidos para reconstruir sua vida. Ele não gostava muito de relembrar os horrores da guerra e nunca falava sobre o seu passado. Certa vez alguém soube que ele era sobrevivente do Holocausto e quis saber um pouco da sua história, de como ele havia conseguido sobreviver ao inferno nazista. Ele então contou algo emocionante:
 
- Você sabe por que eu estou vivo hoje? Na época da guerra, eu era apenas um adolescente. Fui separado dos meus pais e colocado em um vagão de carga, como se eu fosse um animal, e levado para Auschwitz. Era inverno e, quando chegou a noite, um frio congelante tomou conta daquele vagão. Os alemães deixavam os vagões parados durante dias, sem comida e, obviamente, sem cobertores para manter os judeus aquecidos. Ao meu lado estava sentado um judeu mais velho, que era da minha cidade natal. Eu o reconheci, mas nunca o havia visto com aquela aparência. Ele tremia muito e estava terrivelmente pálido. Então envolvi meus braços ao redor dele e comecei a esfregá-lo para aquecê-lo. Esfreguei os braços, as pernas, o rosto, o pescoço. Eu implorei que ele continuasse vivo.
 
- Durante toda a noite eu mantive aquele homem aquecido desta maneira - continuou Yossi - Eu estava exausto, com frio, meus dedos estavam entorpecidos, mas eu sabia que não podia parar de esfregar e trazer calor ao corpo daquele homem. Horas e horas passaram e, finalmente, aquela noite interminável chegou ao fim. Veio a manhã e o sol começou a brilhar. Comecei a sentir algum calor no vagão e a luz começou a entrar. Então olhei ao redor e, para o meu horror, tudo o que pude ver foram corpos congelados. Havia naquele vagão um silêncio mortal. Ninguém mais naquele vagão havia sobrevivido àquela noite, todos morreram congelados. Apenas duas pessoas sobreviveram: aquele senhor e eu. O velhinho sobreviveu porque alguém o manteve aquecido. Eu sobrevivi porque estava aquecendo alguém. (História real)

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria (literalmente "Concebe") e Metsorá (literalmente "Pessoa contaminada com a doença Tzaráat"). O ponto em comum entre as duas Parashiót é que elas falam sobre uma terrível doença espiritual, a Tzaráat, que atingia a alma da pessoa contaminada e também causava manchas na sua pele. A principal causa da Tzaráat era o Lashon Hará, a maledicência, usar o dom da fala para denegrir outras pessoas e causar sofrimentos e danos físicos ou psicológicos.
 
O processo de cura da Tzaráat era longo e complexo. A pessoa contaminada deveria se isolar fora do acampamento, como está escrito: "Ele está impuro. Ele habitará em isolamento, a sua morada será fora do acampamento" (Vayikrá 13:46). Por pelo menos sete dias a pessoa contaminada com Tzaráat ficava sozinha, completamente isolada do resto do povo. Por que este isolamento era necessário? De acordo com o Talmud (Arachin 16b), através de seu comportamento antissocial e seu Lashon Hará, a pessoa causou discórdia e afastamento entre as pessoas. A punição então era "Midá Keneged Midá" (medida por medida), pois D'us fazia com que o transgressor tivesse que se isolar e se afastar das outras pessoas.
 
Muitos livros traduzem equivocadamente a doença da Tzaráat como sendo "lepra", pelo fato de a Tzaráat também causar manchas na pele, semelhantes ao que ocorria com alguém que havia contraído lepra. Porém, enquanto a lepra era uma doença física, a Tzaráat era uma doença espiritual. A prova disso é que quem verificava as manchas que surgiam na pessoa suspeita de estar com Tzaráat era um Cohen (sacerdote), não um médico. Caso se confirmasse que as manchas tinham as características de Tzaráat, então o Cohen proclamava a pessoa como sendo "Metsorá" e ela precisava começar os processos de cura e purificação, como está escrito "E no dia em que aparecer carne viva, ele estará contaminado" (Vayikrá 13:14).
 
Porém, o Midrash (Torá Oral) nos ensina que da linguagem "no dia" aprendemos que havia dias em que a pessoa com manchas era verificada para ser proclamada Metsorá, mas havia dias em que a pessoa não era verificada. Isto significa que há exceções, sendo uma dela a pessoa recém-casada, que ainda estava no período de "Sheva Brachót" (sete dias de festividades após o casamento). Mesmo que ela apresentasse manchas de Tzaráat neste período, o Cohen não o examinava até o fim do Sheva Brachót.
 
Porém, este ensinamento do Talmud é difícil de ser entendido. A Tzaráat era uma consequência de uma grave atitude antissocial, daquele que não se importou com a honra do próximo e falou Lashon Hará. Por que a Torá permitia que um recém-casado começasse um relacionamento com sua esposa antes de se curar deste comportamento negativo, que certamente atrapalharia o novo relacionamento?

A resposta está em outro interessante ensinamento da Torá. D'us ordenou aos Cohanim que eles abençoassem o povo judeu, como está escrito: "E disse D'us para Moshé: Diga para Aharon e seus filhos: Assim vocês devem abençoar os Filhos de Israel: 'Que D'us te abençoe e cuide de você. Que D'us ilumine Sua face sobre você e te agracie. Que D'us levante Sua face para você e lhe conceda a paz'" (Bamidbar 6:22-26). Mas por que estas Brachót, que os Cohanim sempre pronunciam diante de muitas pessoas, são ditas no singular? Pois D'us quer que cada judeu sinta que a Brachá foi dada individualmente para ele, mostrando que, para D'us, cada pessoa é única e especial.
 
Esta explicação é bonita, mas aparentemente não se aplica para a última Brachá. A Brachá de "Shalom" (paz) deveria ser dita no plural, pois sempre que não há paz, há pelo menos duas pessoas, dois grupos ou dois países envolvidos. Se ninguém tem sozinho falta de paz, então por que a Brachá de Shalom também é dita no singular e não no plural?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que o comportamento antissocial normalmente é exibido por alguém que está descontente consigo mesmo. Quando a infelicidade de uma pessoa decorre do sentimento de que ela não é valorizada pela sociedade, ela fica deprimida e isso pode levar a um comportamento antissocial. Isto significa que, quando uma pessoa não está bem com os outros, isto é um sinal de que ela não está bem consigo mesma. A paz verdadeira começa com o indivíduo e, por isso, a Brachá de Shalom também é dada de forma individual, não coletiva.
 
Desta maneira entendemos a exceção da Torá feita à pessoa recém-casada. Durante o período do "Sheva Brachót", o noivo recebe o status elevado de um rei. A alegria que ele experimenta com essa atenção especial serve para suprimir qualquer comportamento antissocial que ele possa, em circunstâncias normais, ter exibido. Existe até a chance de a alegria que ele sente nestes dias alterar seu comportamento e transformar sua personalidade. Portanto, a Torá instrui o Cohen a não verificar as manchas de Tzaráat de um noivo durante os sete dias de celebração, pois nestes dias sua predisposição para o comportamento antissocial não representa uma ameaça para o relacionamento com sua nova esposa. Pelo contrário, ele pode até ser curado, por causa da injeção de ânimo e autoestima daquela semana especial.
 
Pessoas com comportamentos antissociais nos incomodam. São pessoas que parecem gostar de criar confusão e de se queixar de tudo e de todos. Como reagimos a este tipo de pessoa? Normalmente revidamos com grosserias e nos afastamos dela. Porém, a Torá está nos transmitindo algo importante, que pode nos ajudar a resolver este tipo de problema. A maioria das pessoas com comportamentos antissociais está passando por algum tipo de dificuldade, em especial com sua autoestima, e acabam descontando nos outros sua amargura e seu descontentamento. Isto normalmente é consequência de a pessoa não ter recebido a devida atenção ou não saber seu verdadeiro valor.
 
Às vezes não sabemos como ajudar pessoas que estão passando por problemas. Não nos sentimos aptos por não termos feito nenhum curso na área de relacionamentos humanos, como fazem os psicólogos. Porém, a Torá está nos ensinando que é muito mais fácil do que imaginamos ajudar os outros. A cura de muitas pessoas com comportamento antissocial pode estar em pequenas atitudes, como um elogio ou mostrar para a pessoa o quanto ela é importante, pois isto dá vida para ela. A Torá está nos garantindo que, quando damos honra a alguém, quando mostramos o quanto ele é especial, então ele pode mudar seu comportamento, pode se tornar uma pessoa mais positiva, pode ver a vida com outros olhos. Na Brachá de Shalom, D'us fala no singular, pois dar honra e respeito para uma pessoa, mostrar que ela é única e especial, pode trazer a paz de verdade.
 
Se pararmos para refletir, perceberemos algo incrível: quando damos a alguém vida, recebemos também vida de volta. Quando ajudamos a resolver o problema dos outros, automaticamente estamos resolvendo os nossos próprios problemas. Se uma pessoa não está em paz com ela mesma, também não estará em paz conosco. Mas se conseguirmos trazer paz interna para as outras pessoas, de volta receberemos muita paz e tranquilidade na vida. Este é o segredo do judaísmo: quando você aquece os corações de outras pessoas, você também se aquece. Quando você apoia, incentiva e inspira outros, então você recebe apoio, incentivo e inspiração em sua própria vida também. Se queremos receber vida, então devemos, antes de tudo, dar vida aos outros.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

BONDADES EQUILIBRADAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT SHEMINI 5778

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VÍDEO DA PARASHAT SHEMINI

BONDADES EQUILIBRADAS - PARASHAT SHEMINI 5778 (13 de abril de 2018)

O pequeno Shmuel, aos dez anos de idade, já era sinônimo de terror na escola. Mesmo tendo crescido em uma casa com Torá e Mitzvót, ele já estava se desviado dos caminhos corretos e se envolvendo em atividades altamente indesejáveis. Castigos e duras broncas não tinham nenhum efeito sobre ele, era uma criança completamente sem controle. Os pais e professores já tinham desistido, parecia que não havia mais o que fazer.
 
Shmuel foi então encaminhado para uma organização especializada em "crianças-problema". Foi decidido que ele precisava desenvolver uma conexão próxima com uma família calorosa e carinhosa, algo que obviamente faltava em sua própria casa e havia causado todo este descontrole. Fizeram uma busca minuciosa e finalmente encontraram uma família apropriada. Era uma família modelo, famosa por sua "Messirut Nefesh" (entrega completa) em prol da comunidade. Eram pessoas com um coração enorme, estavam sempre de portas abertas, envolvidos em todos os tipos de projetos sociais, nunca negavam qualquer tipo de ajuda. Certamente dariam o amor que o pequeno Shmuel precisava.

Para o choque de todos da organização, eles descobriram que Shmuel, esta criança tão carente, era um membro daquela família! Os pais de Shmuel estavam tão preocupados ​​em ajudar e cuidar dos outros que acabaram negligenciando o cuidado de quem eles eram mais responsáveis. (História Real).

Nesta semana lemos a Parashat Shemini (literalmente "Oitavo") que, entre outros assuntos, se alonga nas leis de Kashrut, nos ensinando o que é permitido e o que é proibido para o nosso consumo alimentar. As leis de Kashrut fazem parte dos "Chukim", as leis da Torá cuja lógica está acima da nossa capacidade de entendimento. O verdadeiro motivo de não consumirmos certos alimentos é o mal que eles fazem para a nossa alma. Apesar disso, há algumas razões lógicas em relação à Kashrut que estão ao nosso alcance intelectual. Por exemplo, um dos "sinais" dos animais Kasher é que eles devem ser ruminantes. Isto nos ensina que, para sermos pessoas "kesherim", precisamos desenvolver a importante característica de sermos "ruminantes" em nossas decisões, isto é, sempre refletirmos muito e nunca sermos precipitados. Devemos sempre "mastigar" bem o que escutamos e nunca "engolir" nada sem questionar e refletir.
 
Além disso, percebemos que os animais que são permitidos ao nosso consumo geralmente têm uma natureza mais pacífica e não atacam ou se alimentam de outros animais. Isto não é uma coincidência. O que consumimos tem uma parcela material, mas também tem uma parcela espiritual. Enquanto a parte material é absorvida pelo nosso corpo e utilizada como energia, a parcela espiritual é absorvida pela nossa alma. Por isso, animais com características negativas não devem ser ingeridos, pois nos influenciam negativamente.
 
Isto também pode ser percebido em relação aos pássaros. Não há nenhum "sinal" de Kashrut que nos possibilita identificar quais pássaros podem ser consumidos, a Torá apenas lista os 20 pássaros que são proibidos para o nosso consumo. Se prestarmos atenção aos pássaros desta lista, perceberemos que há um ponto em comum entre eles. Os pássaros proibidos são aqueles que têm má índole ou hábitos condenáveis. Por exemplo, parte da lista são aves de rapina, que atacam com violência outros pássaros ou animais. Outra parte da lista são animais que comem carniça, isto é, que ficam aguardando ansiosamente um animal morrer para comer a sua carne.
 
Porém, há um pássaro da lista chamado "Chassidá", traduzido como "cegonha". O Talmud (Chulin 63a) explica que o nome vem da palavra "Chessed", que significa "bondade", pois a cegonha faz bondade com seus amigos e distribui sua comida entre eles. Isto levanta um enorme questionamento, pois se a cegonha tem um traço de caráter tão positivo, por que é considerada um animal Não-Kasher?
 
Explica o Ruzhiner Rebe zt"l (Império Russo,1796 - Áustria, 1850) que a resposta está em um detalhe da explicação do Talmud. Quando o Talmud diz que a cegonha faz bondade, ressalta que esta bondade é feita "com seus amigos", isto é, apenas com as aves da mesma espécie, mas ela não faz nenhuma forma de bondade para as outras espécies de pássaros. Portanto, esta não é uma forma de bondade compatível com a visão da Torá, de que devemos fazer bondade a todos, de forma irrestrita, e não somente aos nossos amigos e aqueles que são próximos. O nosso modelo de bondade na Torá é Avraham Avinu, cuja tenda tinha 4 aberturas, para que sua casa estivesse de portas abertas a todos os viajantes, não importando de que direção viessem. Ajudar somente os amigos não é, de acordo com a Torá, uma forma "kasher" de fazer bondades.
 
Entretanto, esta ideia parece ser contraditória com outro conceito ensinado pela Torá. O Talmud (Baba Metzia 62a) discute um caso no qual duas pessoas estão no deserto e somente uma delas traz um cantil de água. A quantidade de água é suficiente para que apenas uma delas sobreviva e consiga voltar à civilização. O que é o correto a ser feito? O dono do cantil deve fazer uma enorme bondade e dar a água ao seu companheiro, morrendo ele próprio de sede? Eles devem dividir a água e ambos morrerem de sede? O dono do cantil deve beber sozinho, deixando que seu companheiro morra de sede? De acordo com a opinião de Rabi Akiva, e assim foi definida a Halachá (Lei Judaica), o dono do cantil deve beber sozinho, mesmo que a consequência seja a morte de seu companheiro. O motivo trazido é que "Chaiecha Kodmim" (sua própria vida e suas necessidades vêm antes da vida e das necessidades dos outros),
 
Este conceito de "Chaiecha Kodmin" é bem abrangente e se aplica também a outras áreas da nossa vida. Por exemplo, em relação às leis de Tzedaká (caridade) e outros atos de Chessed (bondade), este conceito define que há uma ordem de prioridades, sendo que nossa obrigação é ajudar em primeiro lugar as pessoas mais próximas. Aparentemente este comportamento não difere muito do comportamento da cegonha, que ajuda as aves da mesma espécie em detrimento de outras espécies. Então por que é negativo nos alimentarmos da cegonha?
 
Explica o Rav Yehonasan Gefen que há duas importantes diferenças entre o conceito de "Chaiecha Kodmin" e o comportamento da cegonha. Em primeiro lugar, a cegonha faz bondade somente com sua própria espécie, excluindo completamente qualquer outra criatura. Em contraste, o conceito de "Chaiecha Kodmin" não exclui ajudar todas as pessoas, apenas ajusta a bondade através de uma ordem de prioridades, não nos isentando da obrigação de ajudar também aqueles que não são tão próximos. Além disso, a aplicação do conceito de "Chaiecha Kodmin" é limitado às situações nas quais duas pessoas têm necessidades idênticas. Por exemplo, quando duas pessoas precisam de pão, damos preferência para aquela que está mais próxima. Entretanto, se as necessidades não são iguais, de maneira que as necessidades da pessoa mais distante são maiores, então temos a obrigação de prover em primeiro lugar para a pessoa distante, pois ela é mais carente. Por exemplo, se uma pessoa próxima tem pão e necessita carne, enquanto uma pessoa mais distante não tem nem mesmo pão, somos obrigados a fornecer pão à pessoa distante antes de dar carne à pessoa mais próxima.
 
Há uma segunda e fundamental diferença entre a bondade da cegonha e a perspectiva da Torá em relação ao Chessed: a motivação que está por trás de dar prioridade aos mais próximos. A raiz da bondade limitada praticada pela cegonha é o fato dela se preocupar apenas com sua própria espécie, mas não se importar com os demais animais. A cegonha é essencialmente um pássaro egoísta, cujo "eu" se estende apenas à sua própria espécie, mas não inclui nenhum outro animal. Em contraste, a Mitzvá de Chessed nos obriga a nos preocuparmos igualmente com todos os judeus, sem nenhum tipo de distinção, seja ele alguém próximo ou distante, seja um amigo ou um completo desconhecido.
 
A motivação para o conceito de "Chaiecha Kodmin" é o senso de responsabilidade, não o egoísmo. A razão pela qual nós devemos prover às nossas famílias antes dos outros é a responsabilidade que recai sobre nós em relação ao bem-estar deles. O conceito de "Chaiecha Kodmim" não é um privilégio pelo qual temos permissão de cuidar de nós mesmos e de nossas famílias antes de cuidar dos outros por sermos mais importantes. Pelo contrário, é uma obrigação, temos o dever e a responsabilidade de cuidar de nós mesmos e de nossas famílias antes dos outros. Negligenciar este dever não é diferente do que descumprir qualquer outra Mitzvá da Torá.
 
Não é uma tarefa fácil decidir quanto tempo e esforço devem ser dedicados aos vários grupos de pessoas que compõem a nossa vida, que começa com os familiares mais próximos, passando aos familiares mais distantes, amigos, membros da comunidade e completos estranhos. Cada pessoa tem diferentes níveis de responsabilidade em cada área, baseado em circunstâncias particulares da vida de cada um. Porém, apesar de não haver uma "receita", o que devemos sempre buscar é o equilíbrio, isto é, por um lado prover o suporte necessário, em termos financeiros, físicos e emocionais, para nossos familiares mais próximos, em relação a quem recai sobre nós a maior responsabilidade direta, mas sem esquecer de cumprir nossas obrigações com a comunidade mais ampla e abrangente.
 
Enfatizar demais uma área pode causar terríveis conseqüências em outras áreas. Fazer bondades com pessoas distantes pode até ser uma incrível ferramenta de educação para os nossos filhos, uma forma de desenvolver neles a generosidade, mas não pode ser à custa da atenção e do carinho que as crianças precisam receber de seus pais. Se a pessoa atingir o equilíbrio correto, certamente poderá cumprir, com sucesso, todas as suas responsabilidades, nos seus mais diversos círculos sociais, conforme a Torá exige de nós.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

PRIORIDADES EQUIVOCADAS - SHABAT SHALOM M@IL - PESSACH II 5778

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PRIORIDADES EQUIVOCADAS - PESSACH II 5778 (05 de abril de 2018)

"Charles, um rapaz judeu, havia acabado de noivar. Ele era completamente apaixonado por futebol americano, não perdia um jogo, acompanhava pessoalmente ou pela televisão todas as partidas do seu time do coração. Quando seu time chegou à grande final, o Super Bowl, ele passou a noite na fila e foi um dos primeiros a comprar um ingresso. Conseguiu um dos melhores lugares do estádio, que era muito caro, mas Charles havia juntado dinheiro para aquele momento.

Charles passou a semana admirando seu ingresso. Dormia com ele sob seu travesseiro e sempre que podia dava mais uma olhada nele. Certo dia, percebeu no ingresso um pequeno detalhe que o deixou em pânico. Ele estava tão empolgado no dia de comprar o ingresso que não percebeu que o jogo seria no mesmo dia do seu casamento! Sem outra opção, Charles colocou um anúncio no jornal da sua sinagoga:

"Tenho um bilhete para o Super Bowl, em um dos melhores lugares do estádio, mas infelizmente descobri que o jogo será no mesmo dia do meu casamento. Gostaria de saber se há alguém interessado em ir no meu lugar. O evento ocorrerá no Salão "Ateret Avraham", em Williamsburg, às 18h30. O nome dela é Chaya, ela tem 1m65 e pesa cerca de 60 kg. Ela vem de uma ótima família e é uma excelente cozinheira. Para identificá-la no dia do evento, ela será a que estará com um vestido branco"."
 
Apesar de darmos risada da piada, muitas vezes na vida também nos equivocamos em nossas prioridades. Trocamos o principal pelo secundário e, às vezes, percebemos quando já é tarde demais. 

Estamos nos dias de Pessach, a "Época da nossa liberdade". A partir desta 5ª feira de noite (5 de abril) novamente é Yom Tov (fora de Israel, o segundo dia de Yom Tov coincide com o Shabat), pois no 7º dia após a saída do Egito ocorreu o incrível milagre da Abertura do Mar, algo que marcou a história do povo judeu e foi testemunhado por mais de 3 milhões de pessoas. Os egípcios, arrependidos por terem libertado seus escravos, saíram em sua perseguição. Os judeus, apavorados, se viram presos entre os egípcios que os perseguiam e o intransponível Mar Vermelho diante deles. Mas tudo isto era parte do "grande final" que D'us estava preparando. Os judeus puderam milagrosamente atravessar o mar caminhando em terra firme, pois as águas se abriram e ficaram firmes como se fossem paredes rígidas. Quando os egípcios foram atravessar o mar, D'us fechou sobre eles as águas, afogando todos eles e atirando seus corpos na praia, diante dos olhos de todo o povo judeu. Este último milagre foi necessário para libertar o povo judeu definitivamente da escravidão, pois apenas a saída física do Egito não havia sido suficiente para libertá-los mentalmente do sentimento de dominação.
 
Não é difícil entender esta "prisão mental" do povo judeu. A escravidão egípcia havia sido muito pesada e longa. Mesmo no momento em que parecia que Moshé traria um pouco de descanso ao povo judeu, quando ele se levantou contra o Faraó e, em nome de D'us, foi exigir a libertação dos judeus para que pudessem ir servir a D'us no deserto, as consequências foram aparentemente catastróficas. O Faraó, ao ver Moshé reivindicar em nome dos judeus a liberdade religiosa, atribuiu a reclamação deles à preguiça, como está escrito: "Vocês são preguiçosos, preguiçosos!" (Shemot 5:17). Até então os judeus eram obrigados a fazer construções para os egípcios, mas eles recebiam o fornecimento da palha necessária para a fabricação dos tijolos de construção. A partir daquele momento o Faraó decretou, como castigo, que os judeus deveriam manter sua cota diária de tijolos, porém sem o fornecimento da palha. Isto representou aos judeus um terrível aumento dos sofrimentos. Eles precisavam correr por todo o Egito atrás da palha e, mesmo com o tempo agora muito limitado, não podiam diminuir sua cota de tijolos. Cada tijolo a menos era punido de maneira cruel e severa, levando os judeus ao desespero.

Porém, se pararmos para refletir, perceberemos que este castigo aplicado pelo Faraó é difícil de ser entendido. Antes de o Faraó começar seus duros decretos de escravidão contra o povo judeu, a Torá traz uma explicação de suas motivações. Os versículos ensinam que o Faraó estava assustado com o crescimento do povo judeu, um povo que se multiplicava muito rapidamente. O temor do Faraó era que o poder dos judeus colocava o Egito em perigo iminente, pois quando qualquer povo inimigo tentasse atacar o Egito, os judeus poderiam se unir aos inimigos para expulsar os egípcios de sua própria terra. O Faraó então precisava lidar com o "problema judaico", que colocava em risco a soberania egípcia.
 
O Faraó teve que tomar uma difícil decisão. Por um lado, os judeus eram uma "mercadoria" muito preciosa para simplesmente serem expulsos. Eram milhares de pessoas que poderiam contribuir na construção do Império. Por outro lado, eles representavam uma força muito perigosa para ser deixada sem controle. Então o Faraó, com astúcia, escravizou os judeus e utilizou-os como mão de obra, aproveitando seus talentos e neutralizando qualquer possível perigo que os judeus pudessem representar para o Império.
 
Desta explicação trazida pela Torá percebemos que, aparentemente, a preocupação do Faraó em relação ao povo judeu era sua autopreservação e o ganho pessoal que eles teriam com o trabalho dos judeus, e não um ódio infundado. Porém, se isto era realmente verdade, por que o Faraó fez um decreto que prejudicaria a produtividade do povo judeu, como atestam os versículos que relatam que os capatazes, responsáveis por supervisionar as tarefas de construção, golpeavam os judeus por eles não terem cumprido suas cotas? Não teria sido mais produtivo para o Faraó continuar fornecendo a palha e simplesmente aumentar a cota de tijolos pela qual os judeus eram responsáveis? Isto teria causado com que os judeus tivessem que trabalhar mais horas, mas por outro lado os egípcios também sairiam ganhando, pois a produtividade dos judeus também aumentaria!

Explica o Rav Yohanan Zweig que todo dono de empresa sabe que uma das maneiras mais eficientes de tornar um funcionário mais focado em seu trabalho é dar a ele mais responsabilidade, não mais trabalho. O Faraó entendeu que a razão para a agitação do povo judeu não era porque eles tinham tempo livre, mas porque suas mentes não estavam focadas no trabalho. O Faraó estava tentando escravizar suas mentes, não apenas seus corpos. Aumentar a cota de tijolos escravizaria seus corpos em um grau mais alto, mas suas mentes ainda não estariam focadas em seu trabalho. Ao exigir que eles conseguissem sua própria palha, o Faraó estava aumentando sua responsabilidade pelo produto que estavam produzindo. Assim, o povo judeu estaria mais focado em seu trabalho e menos propenso a pensar em outros assuntos.
 
Nossos sábios explicam que o Faraó representa o nosso Yetser Hará (má inclinação). Portanto, em todas as vezes nas quais a Torá descreve o comportamento do Faraó, podemos aprender sobre as formas de ataque do nosso Yester Hará para tentar nos afastar da espiritualidade. E, infelizmente, uma das maneiras através da qual o Yetser Hará tem mais sucesso é utilizando a tática de aumentar o nosso trabalho e as nossas responsabilidades. O Yetser Hará nos induz a cada vez trabalharmos mais, a querermos mais coisas do mundo material, a ponto de não sobrar mais tempo para as nossas famílias, para a nossa espiritualidade e para as nossas próprias reflexões. Fazemos faculdades, cursos de línguas, especializações, estágios, trabalhos de conclusão de curso e pesquisas, não sobrando tempo para a nossa própria vida. Assim, o Yetser Hará nos faz passar 120 anos neste mundo sem termos vivido de verdade.
 
Por outro lado, precisamos trabalhar para nos sustentar, para termos um mínimo de conforto e suprir as nossas necessidades básicas. Então, como fazer para não cairmos sem perceber na armadilha do Yetser Hará? O segredo do judaísmo é o equilíbrio. É verdade que precisamos de uma boa formação para desenvolver um bom trabalho, mas não podemos nos esquecer do principal. Não viemos para este mundo por um propósito material. Nosso objetivo não é alcançar o maior cargo na empresa, o nosso objetivo é preencher as nossas almas, atingir a perfeição espiritual, trabalhar os nossos traços de caráter. O mundo material serve apenas para manter os nossos corpos, que são finitos, enquanto o nosso trabalho espiritual serve para manter a nossa alma, que é infinita. Se o trabalho toma tanto o nosso tempo, a ponto de não conseguirmos nem mesmo nos dedicar à nossa família, saúde e espiritualidade, isto é um sinal de desequilíbrio, de que caímos na armadilha. Quanto mais rápido despertarmos, mais chances teremos de nos salvar e de recomeçarmos da forma correta.
 
Explica o Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), em sua obra "Messilat Yesharim" (Caminho dos Justos), que o Yetser Hará sabe que, se cada ser humano parasse para refletir, para "fechar suas contas" diariamente, para questionar de tempos em tempos suas escolhas, assim ele chegaria certamente à perfeição. Por isso, a maior arma do Yetser Hará é nos mandar cada vez mais trabalho e responsabilidades, para não nos deixar chegar à reflexão. Com isto, ele nos derrota sem percebermos nem mesmo que fomos atacados. Aquele que não reflete diariamente vai perceber, somente no fim da vida, que não viveu, apenas sobreviveu.
 
Um escravo não é dono do seu próprio tempo. Se não temos tempo para nossas famílias, se não temos tempo para nossa espiritualidade, se não temos tempo nem para nós mesmos, isto significa que somos escravos do Yetser Hará. Em Pessach deixamos de ser escravos, fisicamente e mentalmente. Que possamos novamente aproveitar as influências espirituais da liberdade de Pessach para nos tornarmos livres de tudo o que aprisiona o nosso corpo e, principalmente, o que aprisiona a nossa mente.
 
PESSACH KASHER VE SAMEACH E SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PESSACH II 5778:

 
São Paulo: 17h40  Rio de Janeiro: 17h28
Belo Horizonte: 17h31  Jerusalém: 18h26
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l.
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