sexta-feira, 25 de maio de 2018

A MAIOR BRACHÁ NA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT NASSÓ 5778

BS"D
O E-mail desta semana foi carinhosamente oferecido pela Família Lerner em Leilui Nishmat de: 

Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l

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A MAIOR BRACHÁ NA VIDA - PARASHAT NASSÓ 5778 (18 de maio de 2018)

"Hershale era um homem muito simples, que vivia em um pequeno vilarejo. Apesar de ser uma ótima pessoa, tinha um intelecto extremamente limitado. Na realidade, todas as pessoas do vilarejo também tinham um intelecto limitado, pois tinham pouco acesso ao conhecimento. Hershale, por ser muito comunicativo, foi escolhido entre todos os homens de seu vilarejo para fazer uma importante viagem à cidade grande. Sua missão era procurar soluções para os problemas de água do vilarejo. Como seus sistemas de armazenamento e distribuição eram muito rudimentares, à base de baldes retirados do riacho, eles estavam constantemente sofrendo com as secas. Para piorar, quando ocorria um incêndio na cidade, o fogo rapidamente causava uma enorme destruição. Juntaram dinheiro por muitos meses para pagar a viagem e a estadia de Hershale na cidade grande, mas acreditavam que o investimento valeria a pena.
 
Quando finalmente Hershale chegou à cidade grande, ele ficou impressionado com os avanços tecnológicos. Mas nada chamou mais sua atenção do que a torneira que ele viu na hospedaria. A água jorrava dela, sem a necessidade de baldes, era um verdadeiro milagre da tecnologia. Hershale entendeu que, com aquela incrível invenção, todos os problemas do seu vilarejo estariam resolvidos. Sem querer perder tempo, perguntou ao dono da hospedaria onde ele poderia comprar uma torneira igual àquela. O dono da hospedaria levou-o até a loja de materiais de construção. Lá, Hershale escolheu uma torneira bonita e, com muita pressa para mostrar a incrível invenção no seu vilarejo, pediu para embrulhar e iniciou imediatamente seu retorno triunfante.
 
Em um tom misterioso, Hershale convocou a cidade inteira para uma demonstração. Era o fim dos baldes pesados e dos incêndios destruidores. Porém, o sonho de Hershale transformou-se em pesadelo. Para sua humilhação, quando ele foi fazer a demonstração de inauguração da nova torneira, diante de todos os habitantes, nada aconteceu. Perplexo, ele girou várias vezes a torneira, como havia feito na hospedaria, mas nem uma gota saiu. Seus parentes cobriam o rosto de vergonha. Não podiam acreditar que ele havia comprado algo com defeito. Será que ele era tão estúpido que não tinha nem mesmo testado a torneira para ver se ela funcionava enquanto ainda estava na loja? Mas Hershale quis minimizar o problema. Tomou coragem e falou:
 
- Não se preocupem, já temos a solução do problema. Agora só precisamos juntar dinheiro para uma nova viagem. Eu garanto que desta vez testarei a torneira na loja, para me certificar de que não está com defeito..."
 
Como Hershale, às vezes nos comportamos como tolos, esquecendo que tudo o que temos vem de D'us, não do nosso esforço.

Muitas vezes presenciamos o momento em que os Cohanim, descendentes diretos de Aharon, dão uma Brachá, a todos os que estão presentes na sinagoga, no final da repetição da "Amidá", a oração silenciosa. E a fonte desta Brachá, conhecida como "Bircat Cohanim", está justamente na Parashat desta semana, Nassó (literalmente "levantar"), quando D'us, antes da inauguração do Mishkan (Templo Móvel), ordena aos Cohanim que abençoem o povo, como está escrito: "E D'us falou a Moshé: Fale com Aharon e seus filhos e diga: É assim que vocês devem abençoar os filhos de Israel, dizendo-lhes: 'Que D'us te abençoe e cuide de você. Que D'us ilumine Sua face sobre você e te agracie. Que D'us levante Sua face para você e te conceda paz'. E colocarão Meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei." (Bamidbar 6:22-27).
 
Porém, se pararmos para refletir, perceberemos que esta é uma Mitzvá um pouco estranha. Por um lado, se os Cohanim têm poderes especiais, de forma que podem dar Brachót para o resto do povo, então por que eles também não têm poderes especiais em outras áreas, como, por exemplo, perdoar os nossos pecados? E, por outro lado, se os Cohanim não têm nenhum poder especial, se eles são apenas intermediários de D'us para dar Brachót para o resto do povo, para que D'us precisa de intermediários para nos dar Brachót? D'us não estaria colocando um "tropeço" diante de nós ao colocar os Cohanim como intermediários de Suas Brachót, nos dando a impressão que eles têm poderes especiais, independentes de D'us?
 
Além disso, há outro questionamento interessante em relação ao "Bircat Cohanim". De acordo com os nossos sábios, a Brachá dos Cohanim contêm três partes. A primeira parte pede que D'us nos dê Brachót materiais, como saúde, riqueza e segurança; a segunda parte pede que D'us nos dê sabedoria e discernimento espiritual; e a terceira parte pede que D'us nos mande a paz. Por que a Brachá de recompensas físicas vem primeiro? Não seria esperado que a Brachá de discernimento espiritual viesse antes?

Explica o Rav Simcha Barnett que a resposta começa na história do homem simples que leva uma torneira para o seu vilarejo. Como no caso da torneira, no qual não se pode tirar água a não ser que ela esteja conectada a uma fonte de água, uma pessoa também não pode dar uma Brachá aos outros a não ser que ela esteja ligada a D'us, a Fonte das Brachót. Somente D'us pode garantir sucesso, abundância e felicidade às pessoas, pois Ele é a Fonte de tudo. Os Cohanim não tem "poderes mágicos", eles simplesmente agem como intermediários de D'us. Ele projetou os Serviços do Templo Sagrado de maneira a incluir os Cohanim como canais para que as Brachót de D'us possam ser trazidas ao Seu povo.
 
Porém, se os Cohanim não tem o poder real de dar Brachót, então por que D'us os envolve neste ato? Pois o Bircat Cohanim representa a parceria que todos nós temos com D'us neste mundo. D'us nos dá a capacidade de trazer Brachót ao mundo todo o tempo, com cada pequeno bom ato que fazemos. Mas, ao mesmo tempo, devemos ter claridade que existe uma Fonte mais elevada para os nossos poderes. De fato, é um grande teste perceber que nossas habilidades e nosso poder, que aparentemente estão em nossas mãos, são verdadeiramente pertencentes apenas a D'us. Apesar da realidade sugerir o contrário, pois vivemos como se tivessemos controle pleno de tudo o que fazemos, a verdade é que uma pessoa não pode nem mesmo levantar um dedo se esta não for a vontade de D'us. O Bircat Cohanim nos ajuda, portanto, a termos mais claridade em relação aos nossos objetivos e nossa responsabilidade no mundo material.
 
D'us, através da ordem das Brachót, também nos transmite uma importante mensagem em relação à utilização correta do mundo material. Há um famoso mito em relação ao judaísmo, de que é necessário se abster de prazeres físicos para obter espiritualidade. Porém, ao colocar os bens físicos em primeiro lugar no Bircat Cohanim, D'us está nos ensinando que não há necessariamente uma contradição entre o material e o espiritual. Obviamente que é um difícil teste, e um grande tropeço para muitas pessoas, quando nos conectamos aos bens materiais e nos esquecemos dos propósitos espirituais. Porém, por outro lado, quando bem utilizados, os bens físicos podem nos aproximar do espiritual. Por exemplo, a riqueza física pode nos dar a paz de espírito necessária para buscarmos empreendimentos espirituais. Quando a riqueza é utilizada na busca da Torá e das Mitzvót, ela é elevada a níveis espirituais. Além disso, a primeira parte da Brachá termina com um pedido para que D'us guarde e proteja nossas Brachót físicas. Isto nos ajuda a reconhecer que nossas posses materiais são frágeis e podem não durar para sempre. Por isso, não vale a pena investir muito tempo e esforço em algo tão passageiro, sobre o qual que não tem nenhuma garantia. De acordo com os nossos sábios, a melhor maneira de alguém preservar sua riqueza é usá-la para Tzedaká (caridade) e bons atos. Isso garante uma Brachá contínua e verdadeira de D'us.
 
Na segunda parte da Brachá nós pedimos a sabedoria da Torá e o discernimento espiritual, para nos ajudar a alcançar nossos objetivos espirituais na vida e completar o nosso potencial individual como seres humanos. Estas diretrizes espirituais nos ajudam a moldar as dimensões de nossas atividades materiais, tornando-as mais satisfatórias e significativas.
 
A última parte da Brachá é um pedido pela paz. É evidente que, de maneira mais ampla, esta é uma Tefilá pela paz mundial e pela paz dentro do povo judeu e dentro de nossas famílias. No entanto, é também um pedido para que D'us dê a cada um de nós a paz interior, que tão desesperadamente buscamos e que tão poucos possuem. Esta parte final da Brachá vem depois do pedido de bens materiais e de sabedoria espiritual, expressando a necessidade de integrarmos nossas atividades materiais e espirituais, pois o verdadeiro significado da paz é a totalidade. Pedimos a D'us que nos ajude a alcançar um equilíbrio na vida, que honre e expresse nossas personalidades. O caminho para a paz é através da Torá. Se usarmos os ensinamentos da Torá apropriadamente, como um guia para moldar nossas atividades na vida, encontraremos a paz interior, onde não há dissonância entre nossos desejos, ações e os frutos dos nossos esforços.

A maior felicidade que uma pessoa pode sentir na vida vem com a percepção de que ela está fazendo exatamente o que ela foi criada para fazer. Desta maneira, todas as nossas energias podem fluir livremente, sem impedimentos de dúvida ou confusão, e nos levam a produzir momentos significativos que durarão por toda a eternidade. No final do Bircat Cohanim, D'us informa aos Cohanim que se eles abençoarem o povo judeu em Seu nome, Ele cumprirá a Brachá. Isto significa que a Brachá verdadeira somente ocorre quando os Cohanim não esquecem de ligar a torneira da Fonte verdadeira de Brachót: D'us. Sobre nós está o esforço e as escolhas corretas, mas a Brachá pertence somente a D'us. Que possamos, através dos nossos bons atos, nos tornar utensílios merecedores de todas as Brachót que D'us, em Sua bondade ilimitada, tanto quer nos entregar.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

EMUNÁ NA PRÁTICA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BAMIDBAR E SHAVUÓT 5778

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EMUNÁ NA PRÁTICA - PARASHAT BAMIDBAR E SHAVUÓT 5778 (18 de maio de 2018)

"John Smith, um professor de educação física de uma escola secundária dos EUA, havia instituído na escola a modalidade de "subir pela corda". As crianças precisavam subir até um ponto localizado a quatro metros e meio de altura. O professor treinava e ensinava os alunos a subirem essa distância no menor tempo possível. O recorde para essa modalidade era de 2,1 segundos. Este recorde não era batido havia três anos.

Durante três anos Bobby Polacio, um rapaz de 14 anos, havia treinado e se exercitado, motivado pelo sonho de quebrar esse recorde. Na primeira de suas três tentativas, Bobby subiu a corda em 2,1 segundos, igualando o recorde. Na segunda tentativa, o cronômetro parou em 2 segundos exatos, um recorde! Enquanto Bobby descia pela corda e toda a classe se aproximava para verificar o cronômetro, o professor sabia que teria que fazer a ele uma pergunta. Havia uma pequena dúvida em sua mente: será que Bobby havia ou não conseguido tocar a marca que ficava a quatro metros e meio de altura? Caso não tivesse conseguido, teria sido por uma fração de centímetros. Porém, só Bobby sabia a resposta. O professor então perguntou-lhe: "Bobby, você conseguiu tocar a marca?". Se ele dissesse que sim, o professor confiaria em sua palavra e o recorde com o qual ele sonhara desde os onze anos, e para o qual havia treinado diariamente, seria dele.

Com a turma já o cumprimentando por seu desempenho, o garoto magrinho e de pele morena balançou a cabeça negativamente. Nesse simples gesto, todos testemunharam um momento de grandeza. Com esforço e com a voz embargada, o professor anunciou à turma:

- Pessoal, este rapaz não bateu o recorde de subida pela corda. Porém, ele estabeleceu um novo recorde, mais importante, que vocês devem imitar. Ele disse a verdade. Bobby, estou orgulhoso de você. Você estabeleceu um recorde que muitos atletas nunca atingiram.

Bobby então aproximou-se para sua última tentativa. O ginásio estava em silêncio. Cinquenta rapazes e um treinador prendiam a respiração enquanto Bobby Polacio subia a corda em 1,9 segundos! Um novo recorde da escola e, talvez, um novo recorde nacional para um garoto daquela idade. John então falou para o rapaz:
 
- Bobby, aos quatorze anos, você é um homem melhor do que eu. Obrigado por ter subido tão alto hoje."

C
omo nos comportamos quando não há ninguém olhando? Nossa honestidade depende de testemunhas ou vivemos com a certeza de que D'us vê tudo o que fazemos?

Nesta semana lemos a Parashat Bamidbar (literalmente "No deserto"), que começa com a contagem do povo judeu. Porém, qual é a necessidade desta contagem, já que D'us sabe tudo? E por que D'us achou importante esta contagem estar gravada para sempre na Torá? Explica Rashi (França, 1040 - 1105) que, da mesma forma que um colecionador de moedas já sabe quantas moedas tem, mas sente prazer em recontá-las muitas vezes, assim também D'us ama tanto o povo judeu que, mesmo sabendo quantos judeus havia no deserto, Ele fazia questão de recontá-los a todo momento.
 
E este amor que D'us sente pelo povo judeu nos conecta com a nossa próxima Festividade do Calendário Judaico: Shavuót, o dia da entrega da Torá, a data que mudou a história da humanidade. Neste dia, D'us pessoalmente entregou ao povo judeu os 10 Mandamentos, com cerca de 3 milhões de testemunhas, um nível de revelação da Presença Divina que nunca havia ocorrido anteriormente. A Torá que recebemos de D'us é o nosso guia moral eterno, a nossa fonte de espiritualidade, o nosso "Manual de Instruções" de como fazer o bem e de como viver a vida da maneira correta.
 
O primeiro Mandamento entregue por D'us foi "Eu sou Hashem, teu D'us, que te tirou da terra do Egito" (Shemot 20:2). De acordo com o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204), este Mandamento se refere a uma das 613 Mitzvót da Torá, a Mitzvá de Emuná, de acreditar em D'us. Porém, o Ramban (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) questiona esta opinião. Ele explica que a palavra Mitzvá, que significa "comando", pressupõe a existência de um Ser que está nos comandando. Portanto, de acordo com ele, acreditar em D'us não é uma das Mitzvót da Torá, pois esta crença precisa vir antes da pessoa poder cumprir qualquer mandamento. Não há sentido falar em Mitzvá sem o pré-requisito de acreditar em D'us.
 
Além disso, o Sefer HaChinuch, em sua introdução, lista as "Shishá Mitzvót Tmidiót" (6 Mitzvót constantes), que são as 6 Mitzvót que temos a obrigação de cumpri-las o tempo inteiro. Entre elas está a Mitzvá de Emuná. Porém, a partir do momento em que uma pessoa já sabe que D'us existe e é eterno, teoricamente ela já cumpriu a Mitzvá de Emuná. Então como esta Mitzvá pode ser considerada uma das 6 Mitzvót constantes?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que, para responder estes questionamentos, antes de tudo precisamos entender o que está incluído no conceito de Emuná. Mesmo coisas que intelectualmente nós sabemos que são verdade, ainda assim estes entendimentos intelectuais podem não fazer parte da realidade de nossas vidas. Saber que D'us existe e que nada no mundo ocorre sem que seja Sua vontade não garante que este entendimento fará parte da nossa realidade imediata e pode não ter nenhuma influência na maneira como conduzimos nossas vidas.
 
Um exemplo impressionante de como isto ocorre é a forma como as pessoas se comportam quando ninguém está olhando. Nossa Emuná é baseada na premissa de que D'us é Onisciente, Onipresente e Onipotente. Então por que fazemos transgressões quando estamos sozinhos? Por que não nos envergonhamos de sermos desonestos quando os outros não estão olhando? Por um lado sabemos que D'us vê tudo, mas não conseguimos trazer esta consciência para os nossos atos do cotidiano.
 
Outro exemplo desta distância entre a nossa Emuná e os nossos atos pode ser enxergado na reação das pessoas quando acontece algo diferente do que elas esperavam. Normalmente ficamos irritados, pois gostaríamos que as coisas fossem sempre do nosso jeito. Porém, se sabemos que é D'us que controla absolutamente tudo o que ocorre, por que ficamos irritados? Não confiamos na bondade e na justiça de D'us?
 
Um terceiro exemplo é como ficamos preocupados com o futuro ou desesperados quando estamos diante de uma situação difícil. Mas se acreditamos em D'us e em Sua Providência, por que ficamos tão desesperados? Se sabemos que tudo o que Ele faz é para o bem, e que Ele cuida de cada um de nós com Supervisão particular, por que nos preocupamos tanto? Estas são provas de que, apesar de termos Emuná, ela não influencia automaticamente as nossas reações no cotidiano. Portanto, uma pessoa pode, ao mesmo tempo, acreditar em D'us e, mesmo assim, cometer transgressões ao não internalizar a realidade de Sua existência.
 
Isto ajuda a responder o questionamento do Ramban. Mesmo que seja necessária uma crença anterior da existência de D'us para que possamos cumprir qualquer Mitzvá, nós temos o comando de transformar este conhecimento teórico em parte da nossa realidade consciente. Nossas ações e nossos comportamentos devem refletir o nosso conhecimento de que D'us existe. Um exemplo incrível disto é trazido pelo Talmud (Brachót 60a), que nos conta uma história do nosso grande sábio Hilel, que estava caminhando pela estrada de volta para casa. Quando ele se aproximou de sua cidade, escutou um grito de desespero. Certamente uma tragédia havia acontecido em sua cidade. Porém, imediatamente ele declarou: "Eu estou confiante de que este grito não veio da minha casa". O Talmud utiliza um versículo para demonstrar o nível de confiança que Hilel tinha em D'us: "De escutar más notícias ele não terá medo. Seu coração está firme, confiante em D'us" (Salmos 112:7). Porém, como Hilel podia ter tanta certeza de que não havia acontecido algo ruim em sua casa? Somos limitados, não sabemos todos os cálculos de D'us. Quem pode afirmar, com tanta certeza, de que não está sujeito a passar por alguma tragédia em sua vida, se esta for a Vontade de D'us?
 
A resposta é que a confiança de Hilel estava baseada na Emuná que ele havia ensinado para sua família. Ele havia colocado no coração de todos em sua casa que, não importava o que acontecesse na vida, não deveríamos nunca gritar de angústia e desespero, pois tudo é orquestrado por D'us. Mesmo tragédias devem ser aceitas com tranquilidade de espírito e amor por D'us. O que Hilel estava afirmando não era a certeza de que a tragédia não havia atingido sua casa, pois isto estava apenas nas mãos de D'us. O que ele tinha certeza é que havia colocado com tanta força a Emuná no coração de seus familiares que, mesmo se tivesse ocorrido uma tragédia em sua casa, eles nunca reagiriam gritando com tanta dor e desespero.
 
Mas como Hilel chegou a este nível tão incrível? Ele passou por um processo contínuo de crescimento em sua Emuná, de trazê-la a níveis palpáveis, para ele e para sua família. A Emuná de Hilel não era algo apenas teórico, era parte da sua vida, era parte do seu comportamento diante das adversidades. É neste sentido que a Mitzvá de Emuná pode ser uma das 6 Mitzvót constantes. Sempre há algo para crescer, sempre há algo que podemos trazer para a nossa realidade de vida. Em honestidade, em tranquilidade diante das dificuldades ou em aceitação quando algo ocorre diferente da nossa vontade, podemos a cada instante colocar a Emuná na prática em nossas vidas. Somente assim nossos atos refletirão, de forma verdadeira, a Emuná que temos no coração.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

DIMINUINDO OS TESTES - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5778

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Parashiót Behar e Bechukotai 5778 - R' Efraim Birbojm
VÍDEO DAS PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI

DIMINUINDO OS TESTES - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5778 (11 de maio de 2018)

Moishe Fridman (nome fictício), que morava em Jerusalém, decidiu passar Rosh Hashana em Bnei Brak, na casa dos seus pais. Na hora de voltar para Jerusalém, sabia das imensas filas que haveria nos pontos de ônibus, com pessoas irritadas se empurrando para conseguir um lugar no ônibus. Decidido a não pegar fila, ele resolveu ir embora no horário do último ônibus, à 1 da manhã. Porém, para sua surpresa, quando chegou ao ponto, ainda estava lotado. As pessoas estavam muito irritadas, pois o ônibus para Jerusalém estava mais de uma hora atrasado. Estavam todos revoltados, querendo agredir o motorista. Finalmente, após muita espera, um ônibus apareceu no final da avenida. Todos se levantaram, já preparando as ofensas que diriam ao motorista. Mas a alegria não durou muito tempo. Quando o ônibus chegou mais perto, todos viram que no destino não estava escrito "Jerusalém", e sim "Rechovot". O ônibus parou, abriu as portas, mas não havia nenhum passageiro interessado em ir para Rechovot. Todos aguardavam o ônibus para Jerusalém, que não chegava.
 
Quando o motorista ia fechar as portas, com o ônibus completamente vazio, um homem da fila teve uma ideia. Ele perguntou ao motorista se ele não poderia levá-los para Jerusalém, já que não havia passageiros para Rechovot. O motorista disse que não podia fazer isto, pois tinha que seguir as ordens de seus superiores. As pessoas então começaram a insistir muito com o motorista. Havia muitas crianças, algumas já estavam até dormindo, deitadas na rua, com as cabeças apoiadas nas malas. Começaram a apelar para que ele fizesse aquele ato de Chessed (bondade), que tivesse misericórdia das pessoas. O motorista ficou em dúvida e disse que, por um lado, estava com dó de todos aqueles passageiros, mas por outro lado tinha muito medo da reação de seu chefe quando descobrisse que ele havia ido para outro destino. As pessoas tentaram convencê-lo a ir para Jerusalém, garantindo que, caso ele fizesse aquela Mitzvá, certamente D'us o protegeria de qualquer dano. O motorista finalmente se dobrou diante da insistência de todos. Ele levantou, mudou a placa do ônibus para "Jerusalém" e permitiu que todos subissem. As pessoas agradeceram, todos que subiam no ônibus o abençoam pelo incrível ato de bondade. Apesar de tanta espera, todos viajavam felizes, com seus corações agradecidos. Porém, Moishe não estava tranquilo. Ele havia ficado preocupado com o motorista, que poderia estar com o emprego em risco. Provavelmente ele tinha uma família para sustentar e ficaria em uma situação muito difícil caso perdesse o emprego. Começou então a conversar com o motorista e perguntou como ele explicaria para o chefe a mudança de destino. O motorista pediu para Moishe se aproximar. Olhou para ele, deu um sorriso e disse em voz baixa:

- Como você está realmente preocupado comigo, vou te contar a verdade. O destino verdadeiro deste ônibus já era Jerusalém. Porém, houve uma falha na central de ônibus e acabaram me mandando vir bem mais tarde, com mais de uma hora de atraso. Não foi minha culpa, mas eu sabia que as pessoas não iriam passar no teste. Elas estariam muito bravas, talvez chegassem até mesmo a me agredir fisicamente. Por isso, antes de chegar ao ponto, decidi mudar a placa do ônibus para "Rechovot". Assim, quando novamente mudei a placa para "Jerusalém", as pessoas ficaram felizes. Ao invés de me agredirem, elas me deram Brachót. Não me arrependo do que fiz. Simplesmente ajudei as pessoas a passarem no teste, diminuído a dificuldade para elas.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Behar (literalmente "Na montanha") e Bechukotai (literalmente "Nas Minhas leis"), terminando o terceiro livro da Torá, Vayikrá. Um dos assuntos trazidos na Parashat Behar é sobre as leis de "Shemitá", o ano Sabático, quando os campos em Israel devem passar por um descanso forçado. Após seis anos de trabalho, quando chega o sétimo ano, as pessoas não podem arar, semear nem irrigar seus campos. Além disso, a Parashat também traz outra importante Mitzvá, chamada de "Yovel" (Jubileu). Após 7 ciclos de Shemitá, totalizando 49 anos, vinha o ano 50, o ano do Yovel, que trazia consigo algumas Mitzvót especiais. Entre elas estava a Mitzvá de devolver todos os campos em Israel, inclusive os que haviam sido vendidos, aos seus verdadeiros donos. Mas o que significa esta "devolução da terra"?
 
Quando o povo judeu entrou em Israel, liderado por Yoshua bin Nun, cada uma das tribos foi alocada em um local específico de Israel. A terra foi toda dividida em pequenas porções, que foram entregues às famílias como parte de sua herança pessoal e foram sendo passadas de geração em geração. Portanto, mesmo que a pessoa vendesse sua terra, isto não se tratava de uma venda permanente, e sim um "aluguel", que durava até o ano do Yovel. Neste ano, as terras voltavam aos seus verdadeiros donos, conforme está escrito: "E a terra não será vendida de maneira permanente, pois toda a terra é Minha" (Vayikra 25:23).
 
De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105), este versículo não é apenas uma narrativa, ele traz uma proibição que se aplica ao comprador de um campo. A Torá está ordenando ao comprador que ele não se recuse a devolver a terra ao seu verdadeiro dono quando o ano do Yovel chegar. Caso o fizesse, estaria cometendo uma transgressão da Torá. Porém, o Ramban (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) discorda de Rashi, já que o enfoque do versículo está na proibição da venda de forma permanente, não da compra. Por isso, a proibição parece recair sobre o vendedor, não sobre o comprador. Portanto, de acordo com o Ramban, uma pessoa que vende uma terra em Israel e sugere ao comprador que, apesar das leis do Yovel, a venda será para sempre, está violando esta proibição da Torá. Mesmo que o Beit Din (Tribunal Rabínico) force a volta da terra ao seu legítimo dono no ano do Yovel, o vendedor já cometeu uma transgressão no momento da venda, por ter sugerido ao comprador que a venda seria permanente.
 
É fácil entender a proibição de acordo com o entendimento de Rashi, que a proibição se aplica ao comprador. Se um comprador não quer devolver a terra ao seu dono, isto é roubo, uma apropriação indevida. Porém, como entender qual é a transgressão de acordo com o entendimento do Ramban, de que a Mitzvá está relacionada com o vendedor?
 
Explica o Ramban que qualquer pessoa que já precisou vender uma casa na qual viveu por muitos anos sabe o quanto isto é doloroso. As casas têm valores sentimentais, pois há muitas memórias associadas a elas. Se alguém tivesse comprado, por exemplo, uma casa no 5º ano da contagem do Yovel, ele teria vivido nesta casa por 45 anos. Neste período, ele provavelmente teria se casado e criado seus filhos e netos ali. As pessoas se conectam ao lugar onde vivem, elas amam suas casas. Após 45 anos vivendo ali, seria muito difícil simplesmente a pessoa se levantar e dizer ao dono da terra: "Você tem razão, a casa é sua, não minha". A Torá quer diminuir a dificuldade e o sofrimento do comprador, quer ajudá-lo a devolver a propriedade no momento certo. Por isso o vendedor deve lembrar ao comprador, logo no primeiro dia, que aquela terra para onde ele está se mudando, e onde ele viverá por muitos e muitos anos, não é dele. O vendedor não deve dar nenhuma sugestão ao comprador de que a venda é permanente. Ao contrário, ele deve ressaltar, logo no início do acordo, de que não se trata de uma venda permanente, e sim apenas um aluguel por um período limitado de tempo.
 
De acordo com o Rav Yssocher Frand, as pessoas não ficam psicologicamente conectadas às propriedades alugadas. As pessoas não se conectam emocionalmente aos quartos de hotéis onde se hospedam, pois têm total claridade que aquela propriedade não pertence a elas. A Torá quer fazer com que o teste de cumprir a Mitzvá de devolver as terras aos seus verdadeiros donos venha com o mínimo de sofrimento e dificuldade. É por isso que a Torá nos ensina que é proibido ao vendedor dar a impressão de que a venda é definitiva, o que poderia causar com que o comprador se conectasse com algo que não é verdadeiramente seu, é apenas alugado. Passar esta falsa impressão ao comprador acabaria aumentando a dificuldade no teste de devolver esta terra no momento em que o Yovel chegasse.
 
Explica o Rav Israel Salanter zt"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883) que a vida é cheia de testes e dificuldades. Muitas vezes é difícil cumprir as Mitzvót ou deixar de fazer transgressões. Por isso, temos que tentar transformar o cumprimento da Torá em algo que seja o mais fácil possível para nós. Não devemos tentar bater de frente com o nosso Yetser Hará (má inclinação). Precisamos sempre fugir das tentações e evitar nos colocarmos em cenários que possam aumentar as dificuldades no cumprimento das leis da Torá. Da mesma maneira que uma pessoa que está de dieta não deve frequentar uma padaria, assumindo que terá o autocontrole necessário para ignorar o aroma delicioso daqueles doces que poderiam destruir seu plano de dieta, assim também uma pessoa não deve assumir que poderá resistir ao seu Yetser Hará quando surgirem tentações que podem levar a transgressões da Torá. A pessoa deve sempre procurar um caminho de vida no qual ela evita as tentações, ao invés de desafiar seu Yetser Hará e, muitas vezes, sucumbir a ele.
 
Este conceito pode ser observado no comportamento de Yaacov quando ele se preparava para ir embora da casa de seu sogro Lavan. Após 20 anos trabalhando para Lavan, D'us apareceu para Yaacov em uma noite e o comandou a voltar para sua casa em Israel. Yaacov então se encontrou na manhã seguinte com suas duas esposas, Rachel e Lea, para informá-las da mensagem de D'us. Como seria a reação esperada de Yaacov? Que ele simplesmente anunciasse para as esposas que D'us havia aparecido para ele e que havia ordenado que arrumassem as malas e fossem embora. Porém, não foi o que Yaacov fez. Ele começou a apresentar uma série de motivos lógicos para justificar o quanto estava sendo difícil permanecer na casa de Lavan e o quanto seria vantajoso ir embora. Somente como uma reflexão final foi que Yaacov acrescentou a ideia de que D'us os havia ordenado a ir embora. Por que Yaacov não foi direto ao ponto, de que D'us havia ordenado que voltassem? Pois Yaacov sabia o quanto era difícil para uma filha abandonar a casa de seu pai. Ele sabia que seria um difícil desafio para suas esposas. Então Yaacov tentou diminuir o teste delas, demonstrando que, também por motivos lógicos, ir embora era o melhor a se fazer. Yaacov primeiro deu às suas esposas a motivação psicológica para abandonar a casa de seu pai e, somente depois, jogou a ideia de que isto era o que D'us queria delas.
 
De acordo com o Ramban, o vendedor da terra deveria ter sensibilidade com o comprador. Ele deveria se esforçar para facilitar ao comprador cumprir a Mitzvá de devolução da terra. Ele deveria desde o princípio avisar: "Isto não é uma venda. Não crie falsas esperanças, não se engane". Quando uma pessoa tem claridade desde o princípio de que é uma casa alugada, ela evita a sensação ruim de abandonar a "sua casa". Ela sabe que está abandonando apenas uma casa onde morou e viveu, mas que nunca foi verdadeiramente sua.
 
Cumprir Mitzvót já é suficientemente difícil sem precisarmos nos expor a outros tipos de testes. Devemos ser sábios e tentar diminuir os testes no cumprimento das Mitzvót. Devemos evitar ao máximo nos colocar em situações difíceis, nas quais fica mais difícil não transgredir. O Chafetz Chaim (Bieloríssia, 1838 - Polônia, 1933), por exemplo, nos ensina que uma pessoa não deve nem mesmo ir a um lugar no qual ela sabe que há pessoas reunidas falando Lashon Hará (maledicência), pois se ela for, acabará ficando, e se ela ficar, acabará também falando Lashon Hará. A dica então é cortar o mal pela raiz, não se expor ao teste, para conseguirmos vencer o nosso Yetser Hará. Com sabedoria, e com a ajuda de D'us, assim conseguiremos cumprir as Mitzvót e evitar as transgressões que possam surgir no nosso caminho.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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